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28
Jun

Cuide da saúde dos pequeninos

Um a cada 3 mil bebês nascidos no Brasil tem dificuldades para ouvir os sons ao redor. As causas do problema variam: herança genética, infecções na gestação, malformação na orelha ou no resto do canal auditiva.

Mas o maior desafio hoje é detectar o distúrbio logo cedo. Isso porque nos primeiros meses e mesmo nos primeiros anos de vida o pequeno não manifesta indícios claros de perda auditiva – e é justamente nessa fase que o tratamento costuma obter mais êxito.

O teste da orelhinha

Com uma pequena sonda, o especialista mede a resposta do sistema auditivo a estímulos sonoros. Esse exame de triagem, realizado preferencialmente nos primeiros dias de vida, é rápido e indolor. Se o resultado sai alterado ou quando há algum fator de risco, o procedimento é refeito e o médico solicita mais avaliações. Apesar de ser obrigatório por lei desde 2010, o teste da orelhinha ainda não chegou a todos os recém-nascidos do nosso país.

Fatores que influenciam no déficit auditivo 

Histórico familiar
Infecções na gravidez
Malformação congênita
Parto prematuro
Icterícia severa
Infecções como meningite bacteriana na infância

Ouvidos numa boa
Indícios de que o bebê está captando os sons do ambiente
 
0 a 3 meses

Pisca os olhos ao ouvir barulhos altos. Assusta-se e chora em decorrência disso.

3 a 6 meses

Demonstra interesse por sons e move a cabeça para procurar a origem deles.

6 a 9 meses

Localiza de onde vem o ruído e reconhece e sorri ao perceber vozes familiares.

9 a 12 meses

Interage mais intensamente com o que escuta e começa a balbuciar.

12 a 15 meses

Saem as primeiras palavras, ainda que simples, como “mamãe” ou “papai”.

Fontes: Revista Saúde, Igor Costa, otorrinolaringologista da clínica Dra. Denise Lellis (SP) e Marcela Stefanini, fonoaudióloga da Universidade de São Paulo.

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